Programas e Projetos de Extensão

PASSADOS

VERSÃO 005 POLÍTICA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA UDF 20/02/2017
POLÍTICA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
1. JUSTIFICATIVA
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 207, e a LDB nº
9394/96, em seu artigo 53, estabelecem na Educação Superior Brasileira a
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
Conforme conceituada pelo Forproex (2007), “A Extensão
Universitária é o processo educativo, cultural e científico que
articula o Ensino e a Pesquisa de forma indissociável e viabiliza a
relação transformadora entre a Universidade e a Sociedade. ”
Portanto, esta proposta de Política de Extensão Universitária do UDF
justifica-se, primeiramente, pela crença na formação do profissional cidadão
já que compreende ser imprescindível sua efetiva interação com a
sociedade de forma a testar e referenciar sua formação técnica com os
problemas políticos, sociais, econômicos e morais de seu tempo e de sua
região.
O UDF entende que deve superar o ultrapassado enfoque da extensão
universitária apenas como um mecanismo de projeção social ou conjunto de
ações assistencialistas e bem-intencionadas junto à comunidade. A
principal função da extensão é a formação profissional, a produção
de conhecimentos, o desenvolvimento social e a melhoria da
qualidade de vida da comunidade interna e externa da universidade,
sendo, portanto, mais um instrumento viabilizador da função social
da universidade e também uma forma de socializar aquilo que se
produz na pesquisa e no ensino (RIBEIRO, 2011).
Assim, como ensina Sampaio (2004 apud RIBEIRO, 2011), a extensão
ocupa lugar de destaque na academia, porque procura responder à
pergunta sobre o sentido tanto da produção, quanto da socialização
do conhecimento realizado no âmbito da universidade, ajudando a
efetivar a relevância social e política do ensino e da pesquisa.
Desse modo, a Extensão Universitária deve ser concebida como uma
práxis transformadora, funcionando também como uma ferramenta de
auxílio à universidade para que possa cumprir sua responsabilidade social,
assumindo uma postura construtivista ao desenvolver em seus estudantes e
docentes uma atitude investigativa de aprender fazendo, intervindo na
realidade, construindo e reconstruindo o conhecimento, para que seja
possível dar respostas à sociedade quanto às questões próprias de seu
tempo (RIBEIRO, 2011).
2. CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO
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A partir da definição que se apresentou, as ações de extensão dos
cursos de Graduação e Pós-graduação do UDF devem contemplar, em sua
criação e planejamento, características essenciais estabelecidas pelo Plano
Nacional de Extensão Universitária.
Far-se-á necessário que o docente ou discente proponente elabore a
Ação de Extensão verificando:
I. Se ela cumpre as Diretrizes do Plano Nacional de Extensão Universitária;
II. Sua área temática;
III. Sua linha de enquadramento;
IV. Seu tipo de operacionalização.
2.1 DIRETRIZES
De acordo o Forproex (2007, p. 18), são diretrizes para a extensão
universitária:
a. Impacto e transformação: estabelecimento de uma relação
entre a universidade e outros setores da sociedade com vistas a atuação
transformadora, voltada a interesses e necessidades da maioria da
população, e implementadora de desenvolvimento regional e de políticas
públicas.
b. Interação dialógica: desenvolvimento de relações entre
universidade e setores sociais marcadas pelo diálogo, pela ação de mãodupla, de troca de saberes, de superação do discurso da hegemonia
acadêmica – que ainda marca uma concepção ultrapassada de extensão:
estender à sociedade o conhecimento acumulado pela universidade.
c. Interdisciplinaridade: caracterizada pela interação de modelos e
conceitos complementares, de material analítico e de metodologias,
buscando consistência teórica e operacional que estruture o trabalho dos
atores do processo social e que conduza à interinstitucionalidade, construída
na interação e inter-relação de organizações, profissionais e pessoas.
d. Indissociabilidade ensino – pesquisa – extensão: reafirmando
a extensão como processo acadêmico – justificando lhe o adjetivo
“universitária” –, em que toda ação de extensão deverá estar vinculada ao
processo de formação de pessoas e de geração de conhecimento, tendo o
aluno como protagonista de sua formação técnica para obtenção de
competências necessárias à atuação profissional, e de sua formação cidadã
–reconhecer-se agente da garantia de direitos e deveres, assumindo uma
visão transformadora e um compromisso. Na aplicação dessa diretriz abrese um capítulo especial, o da participação da Extensão Universitária.
2.2 ÁREAS TEMÁTICAS
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Ainda sob orientação do Forproex (2007), as ações de extensão
deverão ser classificadas em área temática principal (1) e,
opcionalmente, em área temática secundária (2), devendo observar o
objeto ou assunto focos da ação. Ainda que a ação não se encontre no
conjunto das áreas uma correspondência perfeita com o objeto da ação, a
mais aproximada, tematicamente, deverá ser a escolhida.
São elas:
1. Comunicação 5. Meio ambiente
2. Cultura 6. Saúde
3. Direitos humanos e justiça 7. Tecnologia e produção
4. Educação 8. Trabalho
Tabela 1 – Áreas Temáticas para classificação das ações de Extensão Universitária
no UDF.
2.3 LINHAS
As propostas de ação deverão estar vinculadas a uma das linhas de
extensão prioritárias do Centro Universitário UDF. Isso têm especial
importância para a nucleação das ações de extensão – ou seja, a
construção de programas de extensão fortes e coesos.
As linhas de extensão prioritárias do UDF foram sugeridas pelos
coordenadores de curso (2013-2016) de acordo com o perfil de atuação dos
docentes e da aderência com atividades de ensino e pesquisa dos cursos.
A seguir as principais linhas de extensão do UDF apresentam código
(FORPROEX, 2007), título e formas mais comuns de operacionalização:
10
Desenvolvimento
tecnológico
Processos de investigação e produção de novas
tecnologias, técnicas, processos produtivos, padrões
de consumo e produção (inclusive tecnologias sociais,
práticas e protocolos de produção de bens e serviços);
serviços tecnológicos; estudos de viabilidade técnica,
financeira e econômica; adaptação de tecnologias.
14
Empreendedorismo
Constituição e gestão de empresas juniores, préincubadoras, incubadoras de empresas, parques e
polos tecnológicos, cooperativas e empreendimentos
solidários e outras ações voltadas para a identificação,
aproveitamento de novas oportunidades e recursos de
maneira inovadora, com foco na criação de empregos
e negócios, estimulando a pró atividade.
25
Gestão pública
Sistemas regionais e locais de políticas públicas;
análise do impacto dos fatores sociais, econômicos e
demográficos nas políticas públicas (movimentos
populacionais, geográficos e econômicos, setores
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produtivos); formação, capacitação e qualificação de
pessoas que atuam nos sistemas públicos (atuais ou
potenciais).
26
Grupos sociais
vulneráveis
Questões de gênero, de etnia, de orientação sexual, de
diversidade cultural, de credos religiosos, dentre
outros, processos de atenção (educação, saúde,
assistência social, etc.), de emancipação, de respeito à
identidade e inclusão; promoção, defesa e garantia de
direitos; desenvolvimento de metodologias de
intervenção.
27
Infância e
adolescência
Processos de atenção (educação, saúde, assistência
social, etc.), promoção, defesa e garantia de direitos;
ações especiais de prevenção e erradicação do
trabalho infantil; desenvolvimento de metodologias de
intervenção tendo como objeto enfocado na ação
crianças, adolescentes e suas famílias.
28
Inovação
tecnológica
Introdução de produtos ou processos tecnologicamente
novos e melhorias significativas a serem
implementadas em produtos ou processos existentes
nas diversas áreas do conhecimento; considera-se
uma inovação tecnológica de produto ou processo
aquela que tenha sido implementada e introduzida no
mercado (inovação de produto) ou utilizada no
processo de produção (inovação de processo).
30
Jovens e adultos
Processos de atenção (saúde, assistência social, etc.),
emancipação e inclusão; educação formal e não
formal; promoção, defesa e garantia de direitos;
desenvolvimento de metodologias de intervenção,
tendo como objeto a juventude e/ou a idade adulta.
40
Questões
ambientais
Implementação e avaliação de processos de educação
ambiental de redução da poluição do ar, águas e solo;
discussão da Agenda 21; discussão de impactos
ambientais de empreendimentos e de planos básicos
ambientais; preservação de recursos naturais e
planejamento ambiental; questões florestais; meio
ambiente e qualidade de vida; cidadania e meio
ambiente.
46
Saúde humana
Promoção da saúde das pessoas, famílias e
comunidades; humanização dos serviços; prestação de
serviços institucionais em ambulatórios, laboratórios,
clínicas e hospitais universitários; assistência à saúde
de pessoas em serviços especializados de diagnóstico,
análises clínicas e tratamento; clínicas odontológicas,
de psicologia, dentre outras.
51
Terceira idade
Planejamento, implementação e avaliação de
processos de atenção (educação, saúde, assistência
social, etc.), de emancipação e inclusão; promoção,
defesa e garantia de direitos; desenvolvimento de
metodologias de intervenção, tendo como objeto
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enfocado na ação pessoas idosas e suas famílias.
Tabela 2 – Linhas de Extensão Universitária prioritárias no UDF.
2.4 TIPOS
As ações de extensão são classificadas em (Forproex, 2007):
a. Programa: “Conjunto articulado de projetos e outras ações de extensão
(cursos, eventos, prestação de serviços), preferencialmente integrando
as ações de extensão, pesquisa e ensino. Tem caráter orgânicoinstitucional, clareza de diretrizes e orientação para um objetivo comum,
sendo executado a médio e longo prazo”.
b. Projeto: “Ação processual e contínua de caráter educativo, social,
cultural, científico ou tecnológico, com objetivo específico e prazo
determinado, podendo ser vinculado a um programa (forma preferencial:
o projeto faz parte de uma nucleação de ações) ou não-vinculado à
programa (projeto isolado) ”.
c. Curso: “Ação pedagógica, de caráter teórico e/ou prático, presencial ou
a distância, planejada e organizada de modo sistemático, com carga
horária mínima de 8 horas e critérios de avaliação definidos”.
d. Evento: “Ação que implica na apresentação e/ou exibição pública, livre
ou com clientela específica, do conhecimento ou produto cultural,
artístico, esportivo, científico e tecnológico desenvolvido, conservado ou
reconhecido pela Universidade”. Para outras informações, verificar o
Guia de Eventos do UDF disponível na Área do Professor.
e. Prestação de serviço: “Realização de trabalho oferecido pela
Instituição de Educação Superior ou contratado por terceiros
(comunidade, empresa, órgão público, etc.); a prestação de serviços se
caracteriza por intangibilidade, inseparabilidade processo/produto e não
resulta na posse de um bem”.
f. Publicações e produtos acadêmicos: “Caracterizam-se como a
produção de publicações e produtos acadêmicos decorrentes das ações
de extensão para difusão e divulgação cultural, científica ou tecnológica”.
Embora não sejam consideradas como ações de extensão – na realidade,
o processo de sua produção é parte da implementação da ação de
extensão, gerando-as como resultado – as publicações e outros produtos
acadêmicos de extensão devem ser registradas e relatadas.
2.5 EXEMPLO
A seguir apresenta-se um esquema geral de relacionamento entre
ações de extensão e também um exemplo de parcerias e vinculações entre
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ações que pautarão a organização geral da Política de Extensão
Universitária do UDF.
Figura 1- Esquema geral de relacionamento entre ações de extensão (FORPROEX,
2007).
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Figura 2 – Exemplo de parcerias e vinculações entre ações de extensão
(FORPROEX, 2007).
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3. REALIZAÇÃO DE AÇÕES DE EXTENSÃO
Será divulgado, anualmente, um edital de chamamento de ações de
extensão, convidando docentes e discentes para apresentar propostas de
acordo com os critérios nele estabelecidos e com esta política de Extensão
Universitária.
O edital versará sobre um conjunto de temas e regras complementares
de aprovação das ações de extensão, tais como:
 metas e objetivos anuais;
 grau de abrangência das diretrizes;
 informações gerais das propostas;
 formas de participação de discentes e docentes;
 deveres e compromissos de discentes e docentes;
 programas de bolsas para alunos;
 programas de apoio, incentivo e remuneração;
 orientações quanto a execução e publicização;
 produtos e métricas de avaliação;
 a valorização da participação do docente;
 formas de participação da comunidade externa no processo decisório da
extensão;
 formas de participação de servidores técnico-administrativos.
4. ESCRITÓRIO DE EXTENSÃO E DE RESPONSABILIDADE
SOCIAL DO UDF
A atividade extensionista do UDF será coordenada pelo Escritório de
Extensão e Responsabilidade Social (EERS), célula vinculada ao Conecta.
Terá também o apoio professores conselheiros que formarão um comitê
para reflexão, debate e auxílio nas decisões do escritório, renovado
anualmente.
O Comitê de Extensão e Responsabilidade Social do UDF, formado no
dia 22 de setembro de 2016, sob a portaria de nº 45/2016 da Reitoria, de
renovação anual, é composto por 9 (nove) docentes titulares e 4 (quatro)
docentes suplentes, que representam todas as áreas de graduação do UDF.
São eles (titulares):
 Prof. Esp. Gabriel F. Cardoso (Presidente)
 Prof. Dra. Luciana Zaranza
 Prof. Me. Caroline P. A. Mohamed
 Prof. Me. Jessica H. V. Malaquias
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 Prof. Me. Marcelo A. S. Silva
 Prof. Me. Paloma A. Carvalho
 Prof. Me. Rodrigo S. Capone
 Prof. ME. Suliane Beatriz Rauber
 Prof. Esp. Carlos Daniel da Silva
E os suplentes:
 Prof. Dr. Virgílio C. G. Pimentel
 Prof. Me. Carmen D. B. F. Dourado
 Prof. Me. Fernando P. Miranda
 Prof. Esp. Isabela C. Krause
O apoio e o incentivo do UDF, por meio do Escritório, será ofertado,
mas não se limitando, em forma de:
• orientações técnicas;
• disponibilidade de formulários para registro e memória de ações;
• instrumentos e formulários para planejamento, execução e relato de
ações;
• contato e relação com comunidades
 viabilização de parceiras e convênios com outras instituições e
organizações;
• implementação de procedimentos para valorização interna e externa das
produções intelectuais resultantes das atividades de extensão e da
promoção de eventos;
• suporte à valorização ou à concessão de benefícios ao docente
extensionista, tais como: pontuação para ascensão, de acordo com o plano
de carreira; estímulo à capacitação em atividades extensionistas; mudança
de jornada de trabalho, com prioridade para contratação em tempo integral
ou parcial; prioridade na ocupação de funções da administração
universitária; divulgação em publicações e outros veículos institucionais,
para trabalhos de sua autoria;
• suporte à valorização ou à concessão de benefícios ao discente
extensionista, tais como: bolsas de prática investigativa e de iniciação
científica; prioridade na disputa por bolsas de estudos; divulgação em
publicações e outros veículos institucionais, para trabalhos de sua autoria;
prioridade na seleção para funções de monitoria; certificação e
recomendação em situações de desempenho distinto.
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Brasília, 20 de fevereiro de 2017.
Profa. Dra. Beatriz Maria Eckert-Hoff
Reitora
Profa. Dra. Ana Maria Benavides Kotlinski
Pró-Reitora Acadêmica
Prof. Gabriel Fernandes Cardoso
Coordenador do Conecta
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição. Constituição da República Federativa do Brasil
de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988.
_______. Lei n° 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Institui as
Diretrizes da Educação Nacional. Brasília: Senado Federal, 1996.
FORPROEX. Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas
Brasileira. Extensão Universitária: organização e sistematização. Belo
Horizonte: Coopmed, 2007.
NOGUEIRA, Maria das Dores Pimentel (Org.). Extensão universitária:
diretrizes conceituais e políticas. Belo Horizonte: Fórum Nacional de PróReitores de Extensão das Universidades Públicas/UFMG, 2000
RIBEIRO. R. M. C. A extensão universitária como indicativo de
responsabilidade social. Revista Diálogos: pesquisa em extensão
universitária, Brasília, v.15, n.1, jul., 2011.
SAMPAIO, Jorge Hamilton. Política Nacional de Extensão: referenciais
teórico-prático para sua construção. In: CALDERÓN, Adolfo Ignácio (Org.).
Ação comunitária: uma outra face do ensino superior brasileiro. São Paulo:
Olho d’Água, 2004 apud RIBEIRO. R. M. C. A extensão universitária como
indicativo de responsabilidade social. Revista Diálogos: pesquisa em
extensão universitária, Brasília, v.15, n.1, jul., 2011.
SÍVERES, L. A Extensão Universitária como Princípio de
Aprendizagem. Brasília: Liber Livros, 2013.

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